quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Problemas, pobremas,poblemas...

        São tantos os problemas que fica até complicado descobrir qual é o pior. Se é a falta de saúde, ou a falta do acesso a esta. Essa semana os jornais noticiaram os problemas que mais uma vez vem atingindo todo aquele povo que mora no Haiti: a cólera (infecção intestinal aguda causada pelo Vibrio cholerae, que é uma bactéria capaz de produzir uma enterotoxina que causa diarréia.) O número de mortes já ultrapassou 1000 pessoas em pouquíssimos dias. É assustador, mas a verdade é que o assunto Haiti só é destaque na agenda televisiva quando lá ocorre mais e mais desgraças, passa um tempo esquecido e a tv volta a noticiar: haitianos morrem de fome, haitianos sofrem com surto de epidemia, Haiti está em destroços.
       Médicos brasileiros que participam da ONG médicos sem fronteiras, que estão no Haiti, dizem está encontrando dificuldades para atender às pessoas que necessitam de atendimento. A falta de recursos básicos como soro, gaze e agulhas tem tornado mais difícil a sofrida a vida daqueles que necessitam de cuidados.
      O surto de cólera ultrapassou a fronteira e começou a chegar aos Estados Unidos, e eu me pergunto e peço ajuda a vocês leitores, para decifrar o enigma: será que a epidemia que chegou aos EUA terá apenas poucos minutos de audiência na Tv e poucas linhas nas manchetes dos jornais? Acredito que não. Igualmente a gripe H1N1 que só começou a ter verdadeira repercussão quando começou a se expandir para a "casa branca dos americanos" a cólera agora estará na- moda-. Sim, na moda. Observe a noticia do site da revista VEJA, que poucos minutos após a confirmação do caso já estava redigido e publicada:  "[...]O Departamento de Saúde da Flórida, disse que a paciente é uma mulher que esteve recentemente na região haitiana de Artibonite, onde começou a epidemia, para visitar familiares. Ela já se recuperou da doença, mas autoridades locais estão em alerta para o aparecimento de outros possíveis casos, já que o estado possui uma comunidade haitiana de 241 mil pessoas. A eclosão de um surto não está sendo considerada devido às melhores condições sanitárias existentes nos Estados Unidos."
        Não critico que essa paciente já esteja recuperada, o que questiono aqui é a forma como os países começam rapidamente a se preocuparem com os seus e de forma  irracional se esquecem daqueles que não tem um plano de saúde, nem mesmo acesso à saúde publica com o mínimo de qualidade. É preciso investir, mandar médicos para o país onde todos os dias muitas pessoas morrem por falta de acesso à saúde. Somente quando as autoridades começarem a pensar que cuidando daqueles que mais precisam sem olhar a cédula eleitoral haverá um mundo mais justo e mais saudável.
      Essa situação não pode continuar: Haitiana espera atendimento em frente ao Hospital Geral na capital Porto Príncipe.
                             Saúde para todos.
                                                        Teófanes Assis

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