segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Saúde mobiliza Bahia contra a dengue

Em visita a Salvador, ministro Padilha convoca gestores e sociedade para o combate a doença. Estado está entre os 16 com risco muito alto de epidemia em 2011
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou Salvador nesta sexta-feira (18) para reforçar a necessidade de ações de mobilização contra a dengue e de preparação da rede de saúde para atendimento aos pacientes acometidos pela doença. Ele se reuniu às 9h com o governador Jaques Wagner, o secretário estadual de Saúde, Jorge Solla, secretários municipais de Saúde, prefeitos, gestores e profissionais de saúde. Durante a sua passagem pela capital baiana, também entregou 34 ambulâncias do Samu/192 (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e inaugurou uma unidade do Farmácia Popular.

Bahia está entre os 16 estados com alto risco de epidemia de dengue, segundo o mapa da doença para o verão de 2011. “Desde a primeira semana de governo, quando classificamos os estados com maior risco, realizo visitas com o objetivo de mobilizar gestores locais, setor privado e a população para o combate a doença”, disse o ministro Padilha, que reforçou ainda a importância de prefeitos a notificarem os casos no momento que tomam conhecimento para que o Ministério concentre esforços nas regiões com focos da doença.

A mobilização nos estados inclui a averiguação dos sistemas de prevenção, de controle dos criadouros do mosquito transmissor da doença e de atendimento aos pacientes. Além disso, a visita serve para alertar a população sobre a importância da adoção de medidas para evitar a proliferação do mosquito.

SITUAÇÃO ATUAL – Dados do último Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), realizado em novembro de 2010, indicam que, dos 14 municípios baianos que aplicaram a metodologia, três estão em risco de surto: Ilhéus, Itabuna e Simões Filho. É considerado risco de surto quando há presença de lavras do mosquito em mais de 4% dos imóveis pesquisados.

O LIRAa é um dos seis componentes do “Risco Dengue”, ferramenta que identifica o risco de epidemia nos estados, combinando fatores como incidência de casos de dengue, índices de infestação pelo mosquito, densidade populacional, entre outros. Entre os 16 estados apontados com risco muito alto de epidemia no último levantamento de 11 de janeiro, estão todos do Nordeste mais Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso, Pará, Tocantins, Amazonas e Acre.

AÇÕES DO GOVERNO - Desde o início do ano, o governo federal, por meio do Ministério da Saúde, tem liderado uma série de ações de mobilização nacional contra a dengue. Na segunda semana de 2011, a presidenta Dilma Rousseff convocou 13 órgãos do governo federal para reforçar a prevenção, o protagonismo de toda sociedade e o caráter intersetorial do controle do mosquito.

Além dos 16 estados que estão recebendo o ministro Padilha, setenta municípios foram eleitos como prioritários para o combate à dengue, com base em critérios populacionais e no cenário epidemiológico do fim de 2010. Técnicos do Ministério da Saúde percorrem essas cidades para revisar os planos de contingência da doença.

Também em janeiro, o Ministério da Saúde editou portaria determinando a notificação em até 24 horas dos casos graves e mortes suspeitas por dengue – fundamental para agilizar e organizar a assistência aos pacientes. Além disso, foi relançada a campanha no rádio e na tevê, mensagens de texto foram enviadas para celulares e a distribuição de material gráfico

ENTREGA DE AMBULÂNCIAS – Antes da reunião sobre dengue, o ministro Alexandre Padilha fez entrega de 34 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU/192) para 22 municípios baianos. Do total de veículos, 18 serão para renovação da frota atual e 16 para a regionalização do serviço no estado. O investimento na compra das unidades é de R$ 3,3 milhões.

“Não estamos doando ambulâncias e sim entregando um serviço de urgência e emergência estruturado e integrado, que representa o fim da peregrinação desses veículos em busca de leitos para os pacientes”, destacou Padilha, em referência à integração das centrais do SAMU/192 com as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) e hospitais, para onde são encaminhados os pacientes conforme a gravidade do caso.

O ministro Alexandre Padilha, durante a visita à Salvador, também inaugurou a unidade de Farmácia Popular da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o prédio da Universidade Aberta do SUS (Uma-SUS), que oferecerá cursos de capacitação aos profissionais de saúde do estado. A nova unidade de Farmácia Popular será a primeira do país que também funcionará como uma Farmácia Escola, com atuação de estudantes e professores do curso de farmácia da UFBA.

Na Bahia já são 63 unidades próprias e 274 drogarias credenciadas ao Programa Farmácia Popular do Brasil. Esses estabelecimentos oferecem 108 itens à população, incluindo medicamentos e preservativos. Desde o dia 14 de fevereiro, onze medicamentos para hipertensão e para diabetes passarem a ser ofertados de forma gratuita. Os outros itens – que tratam de úlcera, colesterol, epilepsia, insuficiência cardíaca, entre outros – são ofertados com até 90% de desconto.

Por Valéria Feitoza, Gabriel Fialho e Bárbara Semerene, da Agência Saúde – Ascom/MS

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Gripe aviária. Moda ou medo?

Após 7 anos a China volta a apresentar um novo caso de gripe aviária. Mais uma mutação do vírus da gripe.


Parece moda, mas a verdade é que mais uma vez...  Autoridades de Hong Kong já começaram  com o holocausto às pobres galinhas, enquanto várias pessoas morrem de fome todos os dias pelo mundo. É incrível como basta apenas um caso isolado para a onda de terror se espalhar...Representantes do governo de Hong Kong já elevaram o nivel de alerta para "sério". E em que nível está a fome das pessoas que poderiam se alimentar dessas galinhas que foram mortas sem mesmo terem sido submetidas a algum teste ou exame para confirmar a presença do vírus? É, talvez não seja mesmo interessante saber o nivel, visto que a fome de conhecimento põe o alimento todos os dias  na mesa daqueles que se alimetam bem. Josué de Castro tem a célebre frase sobre a fome no Brasil, mas que se aplica muito bem ao restante do mundo: "Metade da população brasileira não dorme porque tem fome; a outra metade não dorme porque tem medo de quem está com fome". Pois é, mata-se as galinhas, mas não acaba com o terror nem com a fome. É preciso sim combater as doenças, mas não esquecer que erradicar a fome no mundo também é uma questão de saúde pública. A informação é uma ferramenta muito importante quando bem divulgada, mas da forma em que alguns braços midiáticos a tornam pública, logo logo haverá uma série de pessoas deixando de comer frangos e ovos, deixando o senhor que passou seu tempo cuidando e investindo em sua granja sem ter o que comer porque o dinheiro que ele arrecadava todo mês com o comércio de seus produtos já não chega mais até sua mão, e tudo isso graças a uma informação mal divulgada. É preciso sim ficar atento aos problemas que acontecem no mundo, e que nenhum de nós estamos livre de contraí-los, o que não podemos é nos deixar assustar por  pessoas que vivem de "plantar" o terror em nossos lares.
Vamos acabar com a fome juntos, combatendo as doenças, limpando bem nossas casas e alimentos e ajudando àqueles que não têm o que comer, para que não tenhamos medo dos que tem fome, mas sim orgulho por ter ajudado mais uma pessoa a se livrar da miséria que deve ser a fome.
Pense nisso!
Saúde e paz, Teófanes Assis.

Novas vacinas para as crianças.

O Senado aprovou um projeto que inclui mais cinco vacinas no calendário básico de vacinação infantil.
São elas: a hepatite A, a meningocócica conjugada C contra a meningite; a pneumocócica conjugada 7-valente, que combate a pneumonia; a varicela, contra catapora; e a pneumococo, a proteção contra uma bactéria causadora de meningite, infecção generalizada e pneumonia grave.
O Ministério da Saúde declarou que a vacina contra meningite já faz parte do calendário e que oferece uma ainda mais abrangente contra a pneumonia: a pneumocócica 10-valente. O projeto precisa ser sancionado pelo presidente.
                          Fonte: G1(//g1.com.br)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Problemas, pobremas,poblemas...

        São tantos os problemas que fica até complicado descobrir qual é o pior. Se é a falta de saúde, ou a falta do acesso a esta. Essa semana os jornais noticiaram os problemas que mais uma vez vem atingindo todo aquele povo que mora no Haiti: a cólera (infecção intestinal aguda causada pelo Vibrio cholerae, que é uma bactéria capaz de produzir uma enterotoxina que causa diarréia.) O número de mortes já ultrapassou 1000 pessoas em pouquíssimos dias. É assustador, mas a verdade é que o assunto Haiti só é destaque na agenda televisiva quando lá ocorre mais e mais desgraças, passa um tempo esquecido e a tv volta a noticiar: haitianos morrem de fome, haitianos sofrem com surto de epidemia, Haiti está em destroços.
       Médicos brasileiros que participam da ONG médicos sem fronteiras, que estão no Haiti, dizem está encontrando dificuldades para atender às pessoas que necessitam de atendimento. A falta de recursos básicos como soro, gaze e agulhas tem tornado mais difícil a sofrida a vida daqueles que necessitam de cuidados.
      O surto de cólera ultrapassou a fronteira e começou a chegar aos Estados Unidos, e eu me pergunto e peço ajuda a vocês leitores, para decifrar o enigma: será que a epidemia que chegou aos EUA terá apenas poucos minutos de audiência na Tv e poucas linhas nas manchetes dos jornais? Acredito que não. Igualmente a gripe H1N1 que só começou a ter verdadeira repercussão quando começou a se expandir para a "casa branca dos americanos" a cólera agora estará na- moda-. Sim, na moda. Observe a noticia do site da revista VEJA, que poucos minutos após a confirmação do caso já estava redigido e publicada:  "[...]O Departamento de Saúde da Flórida, disse que a paciente é uma mulher que esteve recentemente na região haitiana de Artibonite, onde começou a epidemia, para visitar familiares. Ela já se recuperou da doença, mas autoridades locais estão em alerta para o aparecimento de outros possíveis casos, já que o estado possui uma comunidade haitiana de 241 mil pessoas. A eclosão de um surto não está sendo considerada devido às melhores condições sanitárias existentes nos Estados Unidos."
        Não critico que essa paciente já esteja recuperada, o que questiono aqui é a forma como os países começam rapidamente a se preocuparem com os seus e de forma  irracional se esquecem daqueles que não tem um plano de saúde, nem mesmo acesso à saúde publica com o mínimo de qualidade. É preciso investir, mandar médicos para o país onde todos os dias muitas pessoas morrem por falta de acesso à saúde. Somente quando as autoridades começarem a pensar que cuidando daqueles que mais precisam sem olhar a cédula eleitoral haverá um mundo mais justo e mais saudável.
      Essa situação não pode continuar: Haitiana espera atendimento em frente ao Hospital Geral na capital Porto Príncipe.
                             Saúde para todos.
                                                        Teófanes Assis

A saúde no Brasil

Do sanitarismo à municipalização
Muito embora a história da Saúde Pública Brasileira tenha início em 1808, o Ministério da Saúde só veio a ser instituído no dia 25 de julho de 1953, com a Lei nº 1.920, que desdobrou o então Ministério da Educação e Saúde em dois ministérios: Saúde e Educação e Cultura. A partir da sua criação, o Ministério passou a encarregar-se, especificamente, das atividades até então de responsabilidade do Departamento Nacional de Saúde (DNS), mantendo a mesma estrutura que, na época, não era suficiente para dar ao órgão governamental o perfil de Secretaria de Estado, apropriado para atender aos importantes problemas da saúde pública existentes.  Na verdade, o Ministério limitava-se a ação legal e a mera divisão das atividades de saúde e educação, antes incorporadas num só ministério. Mesmo sendo a principal unidade administrativa de ação sanitária direta do Governo, essa função continuava, ainda, distribuída por vários ministérios e autarquias, com pulverização de recursos financeiros e dispersão do pessoal técnico, ficando alguns vinculados a órgãos de administração direta, outros às autarquias e fundações.
Três anos após a criação do Ministério, em 1956, surge o Departamento Nacional de Endemias Rurais,  que tinha como finalidade organizar e executar os serviços de investigação e de combate à malária, leishmaniose, doença de Chagas, peste, brucelose, febre amarela e outras endemias existentes no país, de acordo com as conveniências técnicas e administrativas.
Foto Instituto Oswaldo CruzO Instituto Oswaldo Cruz preservava sua condição de órgão de investigação, pesquisa e produção de vacinas. A Escola Nacional de Saúde Pública incumbia-se da formação e aperfeiçoamento de pessoal e o antigo Serviço Especial de Saúde Pública atuava no campo da demonstração de técnicas sanitárias e serviços de emergência a necessitarem de pronta mobilização, sem prejuízo de sua ação executiva direta, no campo do saneamento e da assistência médico-sanitária aos estados.
No início dos anos 60, a desigualdade social, marcada pela baixa renda per capita e a alta concentração de riquezas, ganha dimensão no discurso dos sanitaristas em torno das relações entre saúde e desenvolvimento. O planejamento de metas de crescimento e de melhorias, conduziram o que alguns pesquisadores intitularam como a grande panacéia dos anos 60 - o planejamento global e o planejamento em saúde.   As propostas para adequar os serviços de saúde pública à realidade diagnosticada pelos sanitaristas desenvolvimentistas tiveram marcos importantes, como a formulação da Política Nacional de Saúde na gestão do então ministro, Estácio Souto-Maior, em 1961, com o objetivo de redefinir a identidade do Ministério da Saúde e colocá-lo em sintonia com os avanços verificados na esfera econômico-social.Foto de Pescadores
Outro marco da história da saúde no âmbito ministerial ocorreu em 1963, com a realização da III Conferência Nacional da Saúde (CNS), convocada pelo ministro Wilson Fadul, árduo defensor da tese de municipalização. A Conferência propunha a reordenação dos serviços de assistência médico-sanitária e alinhamentos gerais para determinar uma nova divisão das atribuições e responsabilidades entre os níveis político-administrativos da Federação visando, sobretudo, a municipalização.
Em 1964, os militares assumem o governo e Raymundo de Brito firma-se como ministro da saúde e reitera o propósito de incorporar ao MS a assistência médica da Previdência Social, dentro da proposta de fixar um Plano Nacional de Saúde segundo as diretrizes da III Conferência Nacional de Saúde.
Com a implantação da Reforma Administrativa Federal, em 25 de fevereiro de 1967, ficou estabelecido que o Ministério da Saúde seria o responsável pela formulação e coordenação da Política Nacional de Saúde, que até então não havia saído do papel. Ficaram as seguintes áreas de competência: política nacional de saúde; atividades médicas e paramédicas; ação preventiva em geral, vigilância sanitária de fronteiras e de portos marítimos, fluviais e aéreos; controle de drogas, medicamentos e alimentos e pesquisa médico-sanitária.
Ao longo destes quase cinqüenta anos de existência, o Ministério da Saúde passou por diversas reformas na estrutura. Destaca-se a reforma de 1974, na qual as Secretarias de Saúde e de Assistência Médica foram englobadas, passando a constituir a Secretaria Nacional de Saúde, para reforçar o conceito de que não existia dicotomia entre Saúde Pública e Assistência Médica. No mesmo ano, a Superintendência de Campanhas de Saúde Pública - SUCAM - passa à subordinação direta do Ministro do Estado, para possibilitar-lhe maior flexibilidade técnica e administrativa, elevando-se a órgão de primeira linha. Foram criadas as Coordenadorias de Saúde, compreendendo cinco regiões: Amazônia, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste, ficando as Delegacias Federais de Saúde compreendidas nessas áreas subordinadas às mesmas. As Delegacias Federais de Saúde deixavam, assim, de integrar órgãos de primeira linha. É criada também, a Coordenadoria de Comunicação Social como órgão de assistência direta e imediata do Ministro de Estado e instituído o Conselho de Prevenção Antitóxico, como órgão colegiado, diretamente subordinado  ao Ministro de Estado.
Do final da década de 80 em diante, destaca-se a Constituição Federal de 1988, que determinou ser dever do Estado garantir saúde a toda a população e, para tanto, criou o Sistema Único de Saúde. Em 1990, o Congresso Nacional aprovou a Lei Orgânica da Saúde que detalha o funcionamento do Sistema.

                          Fonte: Ministério da saúde